Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA

O caminho é servir!


Os escândalos de corrupção da 3ª República e, em particular o do BPN, vão desaguar todos ao mesmo ponto ; a ausência de uma atitude de serviço. Não todos, mas um número suficientemente preocupante de influentes enriqueceram à margem da lei e, como agora sabemos, à nossa custa. Quando Cavaco Silva se afastou em 1995, é porque conhecia a gente intratável que tinha em seu redor; que agora queira regenerar a República com os poderes menores de Presidente é, pelo menos, estranho. Quando Guterres se afastou em 2002, por causa do “pântano”, é porque conhecia outros tantos animais políticos a chafurdarem à sua volta. Foi para um palco internacional.
A oligarquia do Bloco Central apoderou-se nos corredores do poder do agenciamento de negócios: a democracia portuguesa tem que se libertar dela e para isso só há um caminho, que é o caminho do rei. Queremos a monarquia, ou queremos dar um rei à república, porque o caminho do rei é servir, servir a pátria sem procurar nada para si. Queremos o caminho do rei, porque cada um de nós deve servir, sem ingenuidades nem contemplações para com os corruptos, e sabedor de que por cima das empresas, e dos indivíduos, temos de unir os interesses do Estado aos interesses da sociedade mediante o princípio monárquico que aponta para uma unidade de propósitos e um consenso sobre o futuro de todos os portugueses.
Para esta finalidade, as eleições presidenciais são secundárias e o alheamento que cresce em seu redor é significativo. É a falta de atitude de serviço revelado pelos políticos da 3ª República que leva à descrença generalizada neles, memos aos que procedem bem. Pelos mesmos motivos, existe um número crescente de monárquicos que se pretende abster, votar nulo ou branco, tal como existem muitos mais que preferem conscientemente votar pelo mal menor, ou escolher um candidato onde reconhecem a independência da sociedade civil. Porque acima dos partidos e das pessoas, os monárquicos seguem o caminho do rei, que é servir, ou seja, colocar a Pátria acima dos interesses particulares e colocar a democracia ao serviço do Povo…

8 de Janeiro de 2011
Mendo Castro Henriques
no Facebook

Não vejo, não leio, não ouço: não votar é o remédio

Dieta rigorosa, desintoxicação radical, absoluta privação de contacto visual e auditivo com os candidatos ao sólio presidencial, o tal que foi usurpado pelas bombas e revólveres, jamais teve a elementar atenção de interpelar os portugueses e assim ficou, absoluto, impune, ilegal e ilegítimo por décadas e décadas. Não ceder à tentação de participar, não conceder a dúvida do mal menor, não comparar nem tomar partido por nenhum dos artistas em palco. O melhor voto é o não voto. O melhor presidente da República é o Rei, a melhor votação para a chefia do Estado aquela que prescinde de eleições, de máquinas partidárias, de confetis e out-door's, mas aquela que se realiza geração a geração, com o concurso das gerações que passaram e das gerações que virão e reafirma o pacto da vontade popular e da identidade nacional que fizeram o Estado Português.
Os candidatos que se candidatem, os presidentes que presidam, mas que o façam sabendo que há portugueses, muitos portugueses, que neles não vêem o árbitro equidistante, o servidor da causa pública, o orgão de soberania independente. Votar é caucionar, colaborar, transigir com um sofisma, com uma impostura e com um insulto aos portugueses. Eu, não voto e como não voto, não sei quantas caras, caretas, carantonhas e gárgulas se apresentam a sufrágio. Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República - ou seja, na política - e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.
Passei há dias pela sede de candidatura do Professor Cavaco. A foto que acima reproduzo é sintomática da intensa vida republicana. Não vive, existe e nem pede desculpa aos portugueses. Um jazigo; eis onde temos vivido nestes cem anos de república sem República.
 
Miguel Castelo-Branco
 blogue COMBUSTÕES

Uma visita curiosa

 

Alain de Benoist veio a Portugal. A recebê-lo - quem, senão ele? - Nuno Rogeiro, para a indeclinável entrevista televisiva. O auto-proclamado observador da vida política trouxe consigo obra recente, intitulada Un de Droite.

Recuei trinta anos, até ao impacto em Portugal das teses da Nova Direita Francesa. Vi-me com os tons azuis do pesadíssimo, corpulento, Nova Direita, Nova Cultura, na minha mão, em volta de (mais) uma acesa discussão política. Ainda em plena Guerra Fria, a Esquerda no auge da sua força e a quase maioria restante, timorata, muito agarrada ao Centro.

Os anfitriões de Benoist foram, então, quantos se reviam no pensamento de Jaime Nogueira Pinto. Intervindo na discussão, os universitários monárquicos nortenhos, onde reconheceram o arrojo de quem tão frontalmente se demarcava da Esquerda "monopolista da verdade", viram propostas em nada servindo a medidas de Portugal. A apologia do Individualismo, as portas abertas para o liberalismo económico - tudo isso ia muito mal com as raizes comunitárias da nossa identidade nacional.

Em suma, se a análise de Charles Maurras foi magistralmente traduzida para português por António Sardinha e os Integralistas Lusitanos, o mesmo não logrou Benoist. A sua obra a breve trecho era remetida para a prateleira dos visionários, quiçá encostada à Terceira Vaga de Alvin Toffler.

Nada mudou, entretanto. Instado por Rogeiro, na entrevista, a pronunciar-se sobra a famigerada trilogia, Benoist preferiu uma Liberdade-Qualidade-Identidade. De imediato submergindo nas - por si defendidas - origens pagãs da Europa, na urgência de encontrar culturas perdidas para descobrir o mundo novo da actualidade. Onde, pelos vistos, a civilização ocidental cristã afinal não o é.

Ora, Portugal - o Portugal genuíno - nasceu e cresceu sobre o amparo político da Monarquia e a matriz cultural da Igreja. Não estão em causa os caminhos que cada um queira- sempre livremente, é claro - trilhar. Mas não vejo haja muito espaço de manobra, se a opção for a de continuarmos a ser o que sempre fomos - portugueses.

O Passado recente, o Presente, a improbabilidade de um Futuro falam por si...

 

João Afonso Machado - In Corta-fitas

Pág. 2/2

A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D