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BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA

A História tem só 99 anos

A expressão “ à beira da guerra civil” será exagerada para descrever o ambiente político em que se vive nos últimos tempos entre o chefe de Estado (homem eleito por 2.746.689 portugueses) e o Governo ( de um partido eleito por 2.588.312 de outros portugueses). Mas se não é a guerra civil, o clima é pelo menos de cortar a faca: desde Costa Gomes que não se via tal desvario. Como é que chegamos aqui? Por duas vias: pela primeira vez vive em Belém quem não é da velha guarda socialista, laica e republicana; e também é inédito a presidência estar entregue a um homem que em anos anteriores provara que o País era governável

Mas um terceiro ponto é mais importante: o sistema semi-presidencialista que temos exige respeito pelas diferenças, e respeito não é coisa que possa ser incutida a martelada. Um sistema presidencialista  funcionaria melhor, uma vez que o mais alto magistrado escolhe e preside ao governo sem outros “empecilhos” que não o Parlamento.

Também funcionaria um sistema parlamentarista, uma vez que o chefe de Estado se limita a cortar fitas, não se mete em politica. Mas o melhor sistema  são as monarquias parlamentaristas, que têm a vantagem  de que o chefe de Estado, por não precisar de partidos e políticos para chegar ao palácio, representa toda a nação e está por isso a salvo de casos políticos. De Espanha ao Japão, da Suécia ao Canadá, seriam impensáveis cenas como as que hoje vivemos em Portugal.

 

Sérgio H. Coimbra no jornal Metro de dia 30-9-2009

Sem Rei nem Roque

Foi um espectáculo confrangedor ontem à noite assistir às declarações do Chefe de Estado: afinal as suas tão aguardadas palavras pouco mais revelaram do que um homem acossado pela intriga que grassa entre os órgãos de soberania e de estados d’alma pouco dignos do mais alto magistrado da nação. Depois, já enterrado no sofá, foi assistir atónito à intervenção do ministro Pedro Silva Pereira, em autêntica pose de estadista, ripostar com invulgar dureza e numa arrogância quase elegante a pública birra de Cavaco Silva.

O que vem à tona com isto tudo é a materialização dum negro pesadelo: uma nação pobre e decadente a hipotecar o seu presente com  uma baixa e irresponsável guerrilha política protagonizada pelos principais órgãos de soberania nacionais: uma crise sistémica sem solução à vista.  Sem dúvida o panorama ideal para o regime celebrar o seu centenário. 

 

João Távora

in Corta - Fitas

A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.

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