Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
Mudanças

Têm sido solicitadas à sociedade portuguesa mudanças profundas, porém, a sociedade portuguesa solicita também mudanças profundas no sistema político. Aquelas políticas que foram democraticamente consensualizadas, e efectivamente prosseguidas, são hoje políticas de sucesso, mas carecemos de uma instituição apartidária, que represente o todo nacional, concite e dê voz aos acordos estratégicos da democracia. Precisamos, além da lógica do conflito, de uma lógica de participação. A democracia ganha mais participação, maior perspectiva histórica e melhor coesão social com a Instituição Real.

 

Pedro Furtado Correia in Caderno Monárquico


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publicado por Monarquia Lisboa às 09:09
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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
A desgovernada III republica

 

As justificações do aflito e impopular presidente no famigerado prefácio ao seu livro “Roteiros VII" constituem a prova provada da ineficácia do sistema de Chefia de Estado da nossa república. Refém de prerrogativas constitucionais que lhe legitimam a interferência no poder executivo, qualquer silêncio ou abstenção de Cavaco perante a gravíssima crise que afunda os portugueses no desespero, por mais sincero que seja, é interpretado à luz das cores partidárias que o elegeram, as mesmas que nos governam hoje impondo ao país em profunda crise brutais doses de austeridade. Nesse sentido é absolutamente inglória qualquer tentativa sua de se posicionar acima das facções em disputa do poder.
De facto o nosso sistema semipresidencialista convida ao conflito institucional. Imaginem por momentos que o "candidato poeta" ocupava nesta altura a cadeira de Belém. O mais provável seria a este ponto ter já cedido à tentação de atender ao ruído dos protestos da rua e das redes sociais, em boa parte a sua base social de apoio. Dessa forma teria Alegre “monarquicamente” (no sentido de unilateral) assumido o conflito institucional com o parlamento (em qualquer país civilizado o órgão democrático por excelência, porque representativo, colegial e plural) cuja maioria há menos de dois anos legitimada pelo voto popular suporta o governo do resgate, destituindo Passos Coelho e comprometendo o ajustamento a que a Europa e os credores nos comprometeram.
Eis que os desgastados órgãos de soberania nacionais se revelam reféns da arquitectura do regime, quando a Nação sitiada num trágico processo de resgate financeiro, delas mais necessita.

 

Publicado originalemente no blogue Corta-fitas



publicado por João Távora às 09:43
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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Reis-escravos
Aos Reis não se aplica, decididamente, o "sistema social europeu". Começam a trabalhar aos quatro ou cinco anos de idade (trabalho infantil), não têm horário laboral (a Rainha de Inglaterra dedica 16 horas diárias a actividades oficiais) nem fim-de-semana, não auferem de reforma (trabalham vitaliciamente até ao passamento), as horas de lazer confundem-se com obrigações, as deslocações ao estrangeiro são cerrada e infindável sucessão de actos protocolares.
Acresce que os Reis não têm privilégios e se os têm resumem-se apenas a privilégios onerosos, aqueles que exigem um sorriso permanente, apertos de mão a multidões, participação em actividades filantrópicas, galas, inaugurações, banquetes, paradas militares, actos religiosos, discursos. Os Reis são o que resta de uma ordem antiga onde a cultura do dever se sobrepunha à cultura dos direitos. Mais, os Reis são escrutinados do nascer do sol ao momento em que recolhem, extenuados, ao leito, não podem ir a uma praia, sentar-se num restaurante, ir a um cinema. Vivem em permanente prisão e dela só se libertam quando dormem.
Há quem os inveje. São os pobres desmiolados, comummente gente riquíssima servida por legiões de criados, com vida privada roçando o hedonismo.
Ontem, ao assistir ao triunfo do Sistema Westminster sobre essas outras "democracias" plutocráticas que fazem as delícias de tanto pateta, tanto demagogo e tanto carreirista, confirmei a superioridade moral, funcional e estética da monarquia.
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Miguel Castelo Branco, Combustões

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publicado por João Távora às 18:51
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A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.
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