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BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA

Inclusão do Duque de Bragança na Lei do Protocolo do Estado

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Assinei esta petição por estar certo de que a referência ao Duque de Bragança na Lei do Protocolo honraria o País e a sua memória. De resto, o Duque de Bragança, com os meios de que dispõe, nunca deixou de procurar servir os interesses de Portugal e dos Portugueses nos quatro cantos do mundo. Não é esta, portanto, uma questão de regime. É ocasião de institucionalizar um justo e muito merecido reconhecimento.

Não se pretende com esta iniciativa, estou certo, "monarquizar" o regime republicano nem "republicanizar" os monárquicos. Como a interpreto, a petição não pretende atribuir nenhum lugar na lista de precedências existente. Essas constam do art.º 7.º da Lei e não se pede a alteração desse preceito. O que se pede, sim, é que o Duque de Bragança, quando convidado para qualquer cerimónia, nela tenha o estatuto, honroso e digno, de "convidado especial". Este estatuto não altera a lista de precedências. Implica apenas, e não é pouco, uma especialíssima relevância a conceder a um convidado que é, pelo que representa, na verdade especial.

Há monárquicos não vêem com bons olhos que o Duque de Bragança seja “enquadrado” pela República. Sei disso e até compreendo. Mas é um delírio achar que não vivemos em república. Combater a república implica reconhecê-la. Defender a restauração ou implantação da monarquia não significa ignorar que a república, 110 anos depois, praticamente, existe...

Nuno Pombo

Dom Duarte de Bragança e o Património Espiritual da Portugalidade

 

Veja aqui uma síntese da alocução proferida por S.A.R. Senhor Dom Duarte Duque de Bragança na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa no passado dia 19 no âmbito da Conferência "Património Espiritual da Portugalidade". Nesta intervenção o Chefe da Casa Real Portuguesa, profundo conhecedor e incansável paladino do vasto mundo português, desenvolve uma importante reflexão sobre o valor de uma cultura que se universalizou, dos traços impressivos que a expansão portuguesa deixou e da síntese que resultou do encontro com culturas africanas, americanas e asiáticas. 

 

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Memória

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“O Rei só se justifica como Chefe livre de uma Nação livre. Para que ele possa ser livre, é imprescindível que a Nação o consagre em liberdade, ou por amor da liberdade, como aconteceu com El-Rei D. Afonso Henriques, El-rei D. João I e com El-Rei D. João IV.”

“Por força de uma sucessão dinástica a que me sinto completamente vinculado, achei-me perante deveres recebidos de meu Pai e dos Reis de Portugal, nossos antepassados, que a eles nunca se escusaram.”

“A Instituição Real explica-se por uma dádiva total ao País, para além da existência ou inexistência do Trono.”

 

Trechos da 1ª Mensagem de S.A.R. Dom Duarte Pio, em Março de 1977

SAR, o Embaixador do Portugal de sempre

Na companhia da família real, partiu para o Oriente SAR o Senhor Dom Duarte. A convite da Princesa Sirindhorn, estará alguns dias na capital tailandesa para aí se encontrar com as comunidades de ascendência portuguesa. Está prevista uma cerimónia numa das paróquias católicas de Bangkok e atribuição da medalha da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa à igreja da Conceição. Foi com grande prazer que estive hoje com SAR facultando-lhe informações sobre a história daquela comunidade. Foi com espanto que me apercebi da excelente preparação de SAR a respeito da presença portuguesa no Sião, pelo que pouco terei acrescentado à erudição do nosso Príncipe. Uma vez mais, SAR revela-se um excelente diplomata, não daquela diplomacia de mercearia hoje tão praticada, mas de uma diplomacia culta e de prestígio nacional que tanta falta faz nas Necessidades. Boa viagem, Alteza Real. Honrará, como sempre, o nosso nome.
Só lamento não poder servir SAR no decurso da visita, pois ando assoberbado com os 500 anos das relações Luso-Persas, com edição prevista para o próximo ano.

 

Miguel Castelo Branco

A força de um símbolo

Rui A., Símbolo:

 

«Concordo com o Carlos Novais: Duarte de Bragança tem vindo, com o tempo, a revelar qualidades pessoais crescentes, que seriam insuspeitas há uns ano e que fazem dele um homem capaz de representar um país com elevação e sem dificuldade para si, nem desprestígio para os representados. Seria um bom rei, em suma. E eu, que nos últimos anos tenho vindo a descobrir os encantos da monarquia constitucional, ao ponto de hoje a considerar, de longe, a forma de estado mais compatível com o parlamentarismo e com a democracia liberal, não me desagradaria que Duarte de Bragança e a sua família desempenhassem, entre nós, esse papel. Acontece, porém, que o grande mérito da figura do rei, como chefe de estado constitucional, é que ele não tem que dizer nada, não deve dizer nada, não pode ter uma ideia sobre a política do país. Esse é, de resto, o segredo do seu poder: ser um símbolo vivo da comunidade. Como tal, ele tem de respeitar a pluralidade de opiniões e de sensibilidades, e, para tanto, só não manifestando as suas é que consegue manter-se equidistante e respeitado de e por todos. Também a questão da legitimidade não sufragada pelo voto democrático fica assim resolvida: os símbolos são; não se elegem nem são sufragados. E, por ser um símbolo e não um agente político activo, o rei consegue, na monarquia constitucional, granjear o respeito e a consideração de quase toda a sociedade. Mas, para tanto, tem que estar politicamente calado e não fazer pronunciamentos ou comentários políticos.
A força de um símbolo pode ser grande e poderosa. Então, se ele for um símbolo vivo e se, para além de desempenhar o elevado cargo que a Constituição lhe atribui, for um símbolo e um exemplo de vida para as pessoas comuns, terá muito mais força e muito mais poder do que qualquer chefe de estado republicano dotado de poderes de intervenção política. Será certamente muito mais constrangedor, perante o próprio, o país e os cidadãos eleitores, um primeiro-ministro ter de justificar a falência de um país, ou as suas promessas eleitorais desrespeitadas, a alguém que simboliza o país e a quem necessariamente deve respeito, até por nunca terem, nem nunca puderem vir a ter, qualquer disputa política, do que perante alguém que ele considera seu adversário, a quem só deve contas por escassa meia dúzia de milhares de votos em relação ao candidato derrotado.»
A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.

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