Domingo, 20 de Setembro de 2009
"Isto é muito mau para a República"

Porque este é um assunto que desenvolvendo-se durante a campanha eleitoral para a Assembleia da República e, por sua causa, ultrapassa o acto eleitoral, permito-me comentá-lo.

 

O caso das alegadas escutas à Presidência da República, não se sabe por quem nem a mando de quem, a eventual denúncia feita encapotadamente através de um jornal por um assessor do Chefe do Estado, o silêncio inadmissível tanto do Chefe do Estado - que se escuda no tempo eleitoral - como do Chefe do Governo - que se esconde atrás de um pretenso respeito institucional -, as devassas feitas por um jornal a correspondência electrónica dentro de outro jornal, as acusações de um jornal de que o outro jornal tem uma agenda política para prejudicar o partido do governo, estando implicitamente a demonstrar que tem uma agenda política para o defender, tudo isto seria apenas lamentável se não  fosse grave.

 

Sem papas na língua, para o bem e para o mal, como é seu costume, o bastonário da Ordem dos Advogados e insuspeito republicano Dr. Marinho e Pinto, declarou "«Isto é muito mau para o Estado português, é muito mau para a imagem do Estado português e é muito mau para a imagem das instituições da República. É muito mau para a República».

 

É mau para a República claramente. Mas é um produto da república. Quando o Chefe do Estado é parte da luta política, quando o Chefe do Estado está refém de uma ideologia e provém das forças partidárias que  se degladiam e a elas deve a sua eleição, embora teóricamente esteja acima delas somente por força dos preceitos constitucionais,quando o partido do Governo está ideológica e partidariamente em dissonância com o Chefe do Estado e não concorda com a sua actuação que considera prejudicar as suas políticas, que se esperaria?

 

Não são os monárquicos a dizer o que é por demais evidente. É um republicano ilustre: dá «uma sensação de que o Estado se está a dissolver».



publicado por João Mattos e Silva às 12:52
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.
pesquisar neste blog
 
Mais sobre nós
posts recentes

O Rei vive no território ...

Desculpem o mau jeito, ma...

Um apelo realista

A III República e a Pátri...

A República é uma coisa t...

Reis-escravos

Uma única utopia: Portuga...

Escola para a submissão

In Memorian: "Mafalda", o...

Encalhados num beco da Hi...

arquivos

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

tags

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds