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BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA

As cabeças e o cepo

 

 

 

Suspeito que Cavaco Silva nunca julgou vir a exercer um mandato como este que lhe saiu na rifa. Porventura julgou que os seus currículo, idade e queixo empertigado lhe confeririam estatuto suficiente para gerir a presidência como “habitualmente”. A vida como habitualmente é coisa finada. Acontece que o seu mandato está armadilhado, não só pelas contradições da arquitectura do semipresidencialismo tuga, mas por um estado de emergência que conduzirá o País, de ajustamento em ajustamento, a um ensurdecedor ambiente pré-revolucionário.


Conceda-se que a prestação de Cavaco não é pior do que a do seu comovido antecessor, de tão boa imprensa. O Dr. Sampaio é um caso paradigmático de como uma série de aleatórias coincidências da agenda política elevam um advogado não particularmente talentoso ao cadeirão de Belém, atribuindo-lhe o direito a umas indulgentes referências nos rodapés da História e a uma tela a óleo pendurada nos corredores do palácio.

Ontem, Cavaco, velha raposa keynesiana, penhorado filho dos tempos dos fundos sociais e de coesão que o catapultaram, não resistiu à tentação de se demarcar do amargo destino que nos espera e dos actores que se vêem obrigados ao trabalho sujo de controlar os danos deste caótico fim de festa. No fundo, Cavaco também nos vem acenar que há vida para lá do deficit: um conhecido vício socialista e um vírus impregnado nos reposteiros de Belém.

Para já, tirou a cabeça do cepo, mas está indelevelmente marcado como déspota de “Versalhes”.

Já tínhamos vislumbrado os abutres a pairar em volta desta nossa Nau adornada, e sabemos como os ratos são sempre os primeiros a escapar. De resto, honradez não é uma qualidade de “direita” ou de “esquerda”, é simplesmente rara.



João Távora in Diário Digital (21-Out-2011) 

A Real Associação de Lisboa é uma estrutura regional integrante da Causa Real, o movimento monárquico de âmbito nacional. Esta é uma associação que visa a divulgação, promoção e defesa da monarquia e da Instituição Real corporizada na Coroa Portuguesa, cujos direitos dinásticos estão na pessoa do Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e em quem legitimamente lhe vier a suceder. Cabe a esta associação a prossecução de iniciativas e de projectos de interesse cultural, social, assistencial e de solidariedade que visem a dignificação, a valorização e o desenvolvimento dos seus associados e da comunidade em que se insere.

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